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quarta-feira, 30 de março de 2016

Lembranças da minha infâcia - o silêncio das tardes













Saudosa infância

Era assim que passavam algumas tardes:
- o vento também descansava.
Dava trégua às folhas.
Num canto cochilava o cão, na janela, o gato.
Os pássaros ouviam o silêncio...
... deitados em seus ninhos.

Evaldo


















Lembranças da minha infância - o final das roças
















VIDA QUE SEGUE
O orvalho molhava as folhas dos capins
e elas molhavam os pés descalços
que precisavam iniciar a rotina no campo.


Era assim a maioria das manhãs.

Dormiam as noites no sereno
para umedecer a pele da terra, 
cumprindo o passo engenhoso da existência.

Os pendões das plantas cheios de sementes
atraiam os pássaros que na labuta dos dias
iniciavam as danças corriqueiras.

Danças da vida que todo vivente precisa dançar
para trocar seus átomos que não repousam nunca.

Como seria o amanhã ninguém sabia.

O cenário daquele pedaço de chão transformou-se 
em quase nada.

Lá não vivem mais os pendões de arroz, ou de milho,
nem os pássaros que também festejavam as colheitas.

Só ficaram por lá terras secas e pasto sem graça e 
o tempo consumiu o resto das casas em ruínas.

Não há mais o engenho de cana, nem o grande taxo 
na fornalha para ferver o melado.

As gentes já se foram para o além, a maioria.

Restaram alguns meninos para testemunhar a história,
e escrever outras linhas.

É a vida que segue para construir novos sonhos.

Evaldo







terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Homenagem aos(às) dentistas












SALVEM OS(AS) DENTISTAS!

A vida tem muitas dores,
contudo há muitos amores.
Não façamos apenas queixas do mundo,
nem digamos que tudo é solidão.
As noites socorrem os transeuntes
esquecidos em sol escaldante.
E para as bocas que murmuram
solicitando socorro, 
existem santos(as) protetores, 
pois as dores sorrateiras,
espreitam os dentes. 

Salvem os(as) dentistas!

Evaldo


Homenagem à Doutora
santa protetora dos meus sorrisos!