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domingo, 5 de junho de 2016

Lembranças da infância - assoalho - tramela
















Lembranças..

Ainda ouço o socar dos calcanhares no assoalho de tábua na casa dos meus avós maternos.
São longínquas lembranças de infância, onde tudo estava por descobrir.
Tudo era interessante observar, até o eco do assoalho: tum! tum! tum!.
Melhor ainda era rodar a tramela da porta da sala, batendo o dedo nela para que fizesse aquele zunido: zum...zum...zum...

Evaldo (em lembranças da infância).













segunda-feira, 18 de abril de 2016

Pensamento... apenas refletindo










Apenas refletindo...


Nasci para sonhar.
Não adianta procurar na lua ou nas estrelas rastros da eterna existência.
Curto a forma e as cores das flores.
Curto a pele e as formas do corpo que me abraça.
Curto os ventos, as luzes quebradiças, refresco-me nas penumbras.
Degusto com prazer os sabores ácidos, os doces e os derivados dos sais.
Arrepio-me com as palavras de carícias...
Desisto de procurar-me, de querer saber da alma que sou...
Basta-me ser corpo para contemplar o céu, ouvir os sons encantadores dos seres, dos viventes da natureza.
Basta-me, onde estiver, ser amor.
Amar desta forma é encontrar-se pleno, conectado à caravana dos existentes...meus olhos são iguas aos dos passarinhos.


Evaldo







quarta-feira, 13 de abril de 2016

Pensamento...amor...natureza











Pensamento
O amor ama tudo.
Não só face de gente.
Há amor no graveto, na palha seca que já teve vida...
Tudo compõe a harmonia do universo.
Amar não é somente fixar olhar nos belos olhos alheios,
nem nos lábios, com desejo. 
Isso é mero condicionamento que nos submetem os hábitos, a cultura.
Amar é ser sensível ao cair das folhas, é ouvir o murmúrio das dores.
As plantas também gemem, assim como os animais.
Tudo produz beleza quando paira a paz.
Amar é perceber todas as coisas do mundo, respeitando o direito de existencia de cada ser, mineral, vegetal, animal, hominal.

Evaldo